Notícias
Simplificação do Bloco K e os dilemas da indústria
O ajuste publicado pela Receita Federal no final do ano passado resolve parte do problema das indústrias que temiam ver as suas informações sigilosas serem abertas sumariamente para todo o mercado, por meio do Bloco K do Sistema Público de Escrituraç
O ajuste publicado pela Receita Federal no final do ano passado resolve parte do problema das indústrias que temiam ver as suas informações sigilosas serem abertas sumariamente para todo o mercado, por meio do Bloco K do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped).
A aludida simplificação do envio destes dados, porém, ainda não foi capaz de tranquilizar as empresas, pois a Receita apenas adiou para o próximo ano a tão temida obrigação de informar cada detalhe das matérias-primas que constituem o produto final.
A sistemática entra em vigor já em janeiro deste ano para as empresas com faturamento anual acima de R$300 milhões. Em 2018, serão enquadradas também aquelas com faturamento superior a R$78 milhões.
A ferramenta, como se sabe, exige o envio eletrônico mensal de dados detalhados sobre a movimentação do estoque ao fisco, a fim de aumentar a fiscalização e diminuir a sonegação fiscal
Além da possível quebra de dados sigilosos, outra questão que incomoda os industriais é o alto custo operacional para se adaptar à legislação. A adequação deverá custar de cerca de R$ 500 mil a R$1 milhão por empresa.
Os custos aumentam consideravelmente para as indústrias que possuem grande volume de matérias-primas. Nestes casos, o investimento deve ultrapassar R$75 milhões por ano, como deverá ocorrer com o ramo automobilístico.
A preocupação com o sigilo industrial é, obviamente, legítima e não ocorre por medo de possíveis autuações da Receita Federal. A grande questão é os usuários do sistema poderem ter acesso às informações, seja de maneira legal ou utilizando-se de instrumentos ilegais para “hackear” o sistema da Receita.
A partir de 2019, provavelmente os setores de bebidas, derivados de fumo e automobilístico serão os primeiros a enviarem todos os dados exigidos pelo Bloco K. Já imaginou ver a Coca Cola tendo de expor os segredos de suas fórmulas guardadas há décadas a sete chaves?
Não restam dúvidas de o setor industrial deve se mobilizar para relativizar estas e outras exigências arbitrárias. Do contrário, se criará no Brasil um ambiente nocivo à produção nacional e, sobretudo, às multinacionais, que rejeitarão qualquer possibilidade de terem os seus segredos industriais relevados ao restante do mundo.
Luiz Sousa é advogado tributário e diretor jurídico do Grupo Brugnara
Links Úteis
Indicadores de inflação
| 11/2025 | 12/2025 | 01/2026 | |
|---|---|---|---|
| IGP-DI | 0,01% | 0,10% | 0,20% |
| IGP-M | 0,27% | -0,01% | 0,41% |
| INCC-DI | 0,27% | 0,21% | 0,72% |
| INPC (IBGE) | 0,03% | 0,21% | |
| IPC (FIPE) | 0,20% | 0,32% | 0,21% |
| IPC (FGV) | 0,28% | 0,28% | 0,59% |
| IPCA (IBGE) | 0,18% | 0,33% | |
| IPCA-E (IBGE) | 0,20% | 0,25% | 0,20% |
| IVAR (FGV) | 0,37% | 0,51% | 0,65% |
Indicadores diários
| Compra | Venda | |
|---|---|---|
| Dólar Americano/Real Brasileiro | 5.2159 | 5.2189 |
| Euro/Real Brasileiro | 6.16143 | 6.17665 |
| Atualizado em: 06/02/2026 19:02 | ||